terça-feira, 14 de junho de 2016

Massacre em Boite gay de Orlando

ARTE - ataque em boate de Orlando - VALE ESTA (Foto: Arte/G1)

Autoridades de Orlando divulgaram os nomes das 49 vítimas do ataque armado a uma boate voltada ao público LGBT, que deixou 50 mortos, incluindo o atirador. Pelo menos outras 53 pessoas também ficaram feridas na madrugada deste domingo (12).

Na lista estão pelo menos 12 pessoas de origem latina. O governo do México confirmou que pelo menos três são cidadãos mexicanos. As vítimas participavam de uma "Noite Latina" organizada no sábado pela boate Pulse, frequentada por homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais.
A Prefeitura de Orlando divulgou o nome das vítimas assim que as famílias são comunicadas.
O número de mortos faz do ato o pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos. O último com proporções comparáveis foi o massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos, segundo a Reuters. Este é o pior massacre terrorista em solo americano, depois do 11 de Setembro.
O agressor morreu durante troca de tiros com a polícia. Seu nome é Omar Mateen, de 29 anos, um cidadão norte-americano muçulmano de origem afegã, que trabalhava como segurança. O Itamaraty afirmou que, por enquanto, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Segundo a Agência de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo (ATF, da sigla em inglês), as armas usadas no ataque são um rifle AR calibre 223 e uma pistola 9mm semiautomática.

As autoridades investigam as motivações do atirador, se ele tinha vínculos com algum grupo ou organização e se seu ataque foi inspirado pelo terrorismo islamita.

Fontes das forças de segurança e veículos da imprensa americana informam que Mateen ligou para o 911 pouco antes do ataque para expressar sua lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Familiares do atirador entrevistados pela imprensa rejeitam essa versão, afirmando que Mateen não era muito religioso, mas era homofóbico e batia, com frequência, na ex-mulher.

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