domingo, 15 de maio de 2016

Mato Grosso do Sul - Detentas da Capital recebem ações educativas e preventivas de combate à homofobia

A iniciativa contou com a participação 23 detentas. (Foto: Divulgação)

Internas do Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ) que se declaram lésbicas, bissexuais ou transgêneras participaram de uma ação educativa e preventiva em comemoração ao "Dia Estadual de Combate a Homofobia no Estado de Mato Grosso do Sul"

Notícias MS - 13/05/2016 09h13

nternas do Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ) que se declaram lésbicas, bissexuais ou transgêneras participaram de uma ação educativa e preventiva em comemoração ao "Dia Estadual de Combate a Homofobia no Estado de Mato Grosso do Sul", celebrado oficialmente no dia 17 de maio. A iniciativa contou com a participação 23 detentas.
Os trabalhos foram promovidos nesta quinta-feira (12) pelo Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate a Homofobia (Centrho), parceiro da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), que vem realizando no presídio projetos com o objetivo do desenvolvimento das políticas de direitos e cidadania da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Os trabalhos contaram também com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).
Durante a ação no EPFIIZ, foram discutidos temas relacionados à efetivação da política LGBT no Estado, repassadas orientações sobre as legislações específicas que regem essa parcela da população, repassadas informações sobre a carteira de identificação por nome social e realizada roda de conversa sobre direitos e deveres do segmento.
Também foram colhidos testes rápidos de doenças sexualmente transmissíveis, como exames de HIV, sífilis e hepatite B e C, e realizada a entrega de kits de higiene.
Para a diretora do presídio, Mari Jane Boleti Carrilho, ações de inclusão como esta "contribuem para a assistência prestada às custodiadas".
Segundo a assistente social do Centrho, Amélia Luna de Souza, que palestrou às reeducandas, a iniciativa faz parte de uma política social da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast). "Temos levado não só à população LGBT, mas a toda a rede, o conhecimento, a orientação e a conscientização no combate à discriminação para a efetivação dessa política", informou.
Também participaram do evento a coordenadora da Casa da Assistência Social e da Cidadania da Sedhast, Cláudia Domingues Gomes, a assistente social do centro de referência, Rosângela Rodrigues A. Souza, e a enfermeira do EPFIIZ, Martha Goulart; além da equipe do CTA: psicóloga Cristiane Maada, enfermeira Mara Alice Vila Real Gonçalves, técnica de enfermagem Elpídia Dourados, e Arlene Souza, do setor administrativo.
Fonte: Progresso

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