quinta-feira, 12 de junho de 2014

Os militantes do movimento LGBT se reúnem com secretário da Segurança

Marinalva Santana, fundadora do Grupo Matizes


Na manhã desta quarta (11), o grupo Matizes reuniu-se com o secretário da Segurança Pública, Luís Carlos Martins, para discutir a situação de agressões contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
Na ocasião, representantes do Matizes levaram reivindicações e pediram mais atenção as causas LGBT. Foi apresentado ao secretário de segurança um documento provando, através de matérias jornalísticas, que a violência no Piauí tem aumentado.
Foi relatado mais uma ameaça homofóbica, desta vez direcionada ao presidente do Conselho Municipal LGBT, André Santos. Além de mais celeridade no inquérito policial instaurado para apurar as ameaças da "Irmandade Homofóbica". Esse grupo teria postado, em março deste ano, na página do facebook do Matizes a mensagem "A Irmandade Homofóbica manda lembranças - tu vai morrer". Na época, o presidente do Conselho Nacional Contra a Discriminação LGBT, Gustavo Bernardes, esteve em Teresina para acompanhar as investigações sobre a agressão.
Segundo Marinalva Santana, fundadora do Grupo Matizes e alvo dessa agressão da Irmandade Homofóbica, disse que o inquérito policial ainda não foi concluído e pediu celeridade ao processo. “O computador da pessoa que seria dona do perfil do facebook de onde saiu a agressão já foi recolhido para investigação. Nos foi prometido que o inquérito seria concluído até abril, o que não aconteceu até hoje. Porque isso acontece?”, conta a militante.
De acordo com Marinalva, é preciso modernizar a delegacia de Direitos Humanos que “hoje se encontra sucateada”, conta. Para ela, seria necessária a criação de um facebook para que as pessoas possam fazer suas denuncias. “Muitos se sentem intimidados de ter que ir à delegacia, a rede social seria uma solução”, explica.

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