domingo, 23 de março de 2014

Estudante acusa vereadora na BA de homofobia: 'Chamou de bicha louca'

Um líder estudantil do município de Barreiras, no oeste da Bahia, acusa uma vereadora da cidade de homofobia. João Felipe Lacerda, de 21 anos, registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia da cidade alegando que foi chamado de “bicha louca” pela vereadora Núbia Araújo (PP), durante sessão da câmara realizada na quarta-feira (19).

O G1 tentou contato com a vereadora Núbia Araújo, mas ela não foi encontrada. Por telefone, uma mulher que diz ser sua filha informou que a edil irá se pronunciar somente na terça-feira (25), quando, segundo ela, deverá ser realizada uma audiência entre as duas partes. O delegado Alírio de Araújo, que investiga o caso, afirma que os dois serão ouvidos no caso. Segundo ele, ainda não foi definido um prazo para as oitivas.

João Felipe é presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Barreiras e conta que participava com outros membros do grupo da sessão na câmara, quando uma confusão começou após um vereador fazer críticas a uma ONG.

“Nessa semana foi cortado o convênio da Escola Lar De Emmanuel, que é uma ONG que funciona como escola e orfanato. Aí quando abriram a sessão para as palavras dos vereadores, um deles falou inverdades sobre a ONG. Várias pessoas que estavam lá se sentiram indignadas e gritaram 'mentira'. Na hora que eu estava gritando, a vereadora Núbia pegou o microfone e pediu ao presidente [da Câmara] que retirasse “essa bicha louca daqui”, relata o estudante.

De acordo com João Felipe, após ser ofendido, ele chamou a vereadora de “homofóbica”. “Foi aí que veio um assessor dela e disse: 'Respeita a vereadora senão eu vou te dar uma surra, vou passar o carro por cima da sua moto'. Aí eu me retirei do local porque estavam ameaçando chamar a polícia”, diz.

Após registrar o Boletim de Ocorrência na cidade, o jovem conta que também pretende entrar com uma ação contra a vereadora. “Fiz um boletim contra a vereadora e contra o assessor. Foi crime de homofobia e ameaça. Eu não desacatei ela, a chamei de homofóbica”.

O G1 falou com a assessoria de comunicação da Câmara de Vereadores de Barreiras, que indicou contato com o presidente Casa, Carlos Tito. No entanto, o verador não foi localizado pela reportagem.

Fonte: G1

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