sábado, 4 de janeiro de 2014

PT se aproxima de evangélicos e desagrada ativistas gays

Em ano de eleições, partido algum quer ter o movimento evangélico como inimigo, afinal, o grupo representa 22% da população brasileira. Dessa forma, a aproximação do PT com as lideranças evangélicas tem desagradado os representantes do movimento homossexual.

Ativistas gays acusam o PT de unicamente focar em seu projeto de continuidade no poder, o que estaria fazendo os políticos da legenda aceitarem concessões em áreas sensíveis e polêmicas, como as propostas favoráveis à militância gay.

De acordo com Oswaldo Braga, coordenador de projetos do Movimento Gay de Minas, as ações do governo petista tem sido pontuais desde que Lula chegou à presidência, como nos casos do programa Brasil Sem Homofobia e o 1º Plano Nacional LGBT, mas essas ações têm produzido pouco efeito prático: “No caso do Brasil Sem Homofobia, surgiram grupos de trabalho e muitos documentos, mas poucas ações concretas”, opina Braga.

A força de lideranças evangélicas junto aos fiéis, e a presença destes em emissoras de rádio e TV teria despertado a cobiça do PT, que se esforça para manter Dilma Rousseff à frente do Palácio do Planalto. Para conseguir apoio dos evangélicos, o partido estaria aceitando adiar votação de projetos de lei no Congresso que favorecem os homossexuais.

Luiz Henrique Coletto, vice-presidente da Liga Humanista Secular, resume os protestos dos ativistas gays contra o PT: “Há um apagão deste governo em relação à população LGBT”.

Uma das principais queixas do movimento é a suspensão do programa apelidado de “kit gay”, desenvolvido pelo Ministério da Educação durante o período em que Fernando Haddad, atual prefeito de São Paulo, era titular da pasta. “Os evangélicos pressionaram e a propaganda, focada no segmento mais vulnerável à AIDS, não foi veiculada”, reclama Oswaldo Braga.

A luta dos evangélicos para derrubar o polêmico PLC 122 e a forma como o PT se comportou antes do apensamento do projeto ao texto do Novo Código Penal, desenvolvido pelo Senado, também é vista como uma postura inadequada pelos ativistas. “[O apensamento] era a solução que interessava ao Planalto, que não queria votar a matéria antes das eleições”, queixa-se Luiz Henrique Coletto, em entrevista ao jornal Diário do Litoral.

Fonte: GOSPELMAIS

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