sábado, 15 de junho de 2013

Polícia de Cabreúva investiga rede de prostituição envolvendo travestis

A Polícia Civil de Cabreúva (SP) está investigando sobre uma quadrilha suspeita de comandar uma rede de prostituição envolvendo travestis na região. As investigações começaram há três meses, depois que um travesti foi morto na cidade. Quatro suspeitos de participarem do grupo foram presos nesta quinta-feira (13), em Bragança Paulista.

De acordo com as investigações, Giovane Monteiro Cardoso, um dos detidos nesta quinta-feira, é apontado como o chefe da quadrilha que trazia jovens dos estados do Pará e do Amapá para se prostituírem na região. A polícia afirma que ele atraía as vítimas com promessas de casa, comida e condições de ter uma aparência feminina.

Ele também é apontado como responsável pela morte de um travesti em Cabreúva. Giovane teria matado o namorado para ficar com uma casa de prostituição com, pelo menos, 20 travestis, que era administrada pela vítima, informa a Polícia Civil.

A equipe da TV TEM acompanhou a polícia em um dos esconderijos usados pelo travesti. Em uma gaveta, o investigador encontrou uma arma. Havia também munição dentro de uma mala.

Vida de luxo

Imagens feitas pela polícia logo após a prisão mostram Giovane, conhecido como Hanna, acompanhado do namorado e dois seguranças, um deles armado. A polícia constatou que Giovane levava uma vida de luxo. Em uma foto conseguida pela polícia mostra um apart hotel em que ele morou.

De acordo com a polícia, Giovane tinha muitos inimigos. Em uma emboscada que sofreu, o carro em que estava, um veículo blindado, acabou levando quase 30 tiros.

A polícia informou que os jovens aliciados pela quadrilha tinham que fazer cirurgias plásticas, comprar roupas caras e se prostituir, logo que chegavam na região.

Outro travesti que foi detido pela polícia, que não quis se identificar, também fazia parte do esquema. Ele era responsável por injetar, de forma clandestina, até três litros de silicone industrial no corpo dos jovens. 

Ele revela que fez mais de 60 aplicações.

De acordo com a investigação, o chefe da quadrilha mantinha mais de cem travestis em várias cidades da região de Jundiaí (SP). Nas várias casas de prostituição que o bando mantinha sempre havia um gerente, também travesti, que impunha ordem pela força e violência.

A polícia informa que os travestis que se prostituíam tinham que pagar uma taxa referente à diária por trabalhar no local. E o valor varia entre R$ 50, de segunda a quarta-feira, e R$ 150, de quinta-feira a domingo.

Além do assassinato, o suspeito de organizar todo o esquema de prostituição e tráfico humano, tem outros crimes na ficha criminal.

Os investigadores vão avaliar as cadernetas de telefones que têm números de várias partes do Brasil e as anotações de faturamento. A Polícia Civil quer descobrir em quais estados e cidades que o bando agia.

Fonte: G1

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