domingo, 23 de junho de 2013

Homofobia é tema de debate na UFFS - Campus Chapecó - SC

A homofobia e os seus impactos sociais foram a discussão central de um debate realizado na sexta-feira (14) na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Chapecó.

O evento foi promovido pelo Coletivo de Docentes, Técnicos e Estudantes na Luta Contra as Violências e pelo Diretório Central dos Estudantes “Mostra a Tua Cara”.

O psicólogo do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Alan Panizzi, relatou a experiência profissional adquirida principalmente no atendimento realizado em pequenos municípios da região Oeste. Relatou casos de depressão, isolamento social e desespero de homens com mais de 50 anos de idade – alguns agricultores - que decidiram revelar a homossexualidade de forma tardia, em consultório. “São pessoas que tiveram vidas duplas, que ficaram escondidas, com um sentimento de culpa porque temiam que não seriam aceitos pelos parentes e pela sociedade”, explicou.

A homofobia foi debatida em diversas dimensões, com destaque para as áreas da política, religião, educação e sociedade. Dois acadêmicos relataram o caso envolvendo um professor que adotou uma postura homofóbica e não recebeu sequer uma advertência dos superiores. “O preconceito e as agressões em sala de aula acontecem porque no Brasil ainda não há leis específicas para punir os agressores, como já acontece com a questão racial”, disse o professor do curso de Ciências Sociais da UFFS – Campus Chapecó, Luiz Henrique Passador.

A acadêmica do curso de enfermagem e militante do Movimento LGBT, Carolina Bernardo, exibiu um vídeo no qual uma atriz mirim relata a dor e o preconceito sofridos por ter pais homossexuais. O caso de homofobia envolveu um radialista que comanda um conhecido programa de rádio no Rio de Janeiro. “Em 65% dos casos, a vítima conhece o agressor”, lembrou Carolina.

Alguns acadêmicos relataram a dificuldade de explicitar a opção sexual aos familiares e amigos. “Geralmente é mais fácil se abrir para estranhos do que para os parentes”, continuou a acadêmica.

Ao final do evento, os participantes acordaram a necessidade da criação de políticas específicas, no âmbito da UFFS, para lutar contra a homofobia e pela manutenção dos direitos dos homossexuais, lésbicas e congêneres. Outros encontros similares serão organizados em breve.

Fonte: UFFS 

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