domingo, 23 de junho de 2013

A maior instituição católica para "curar" gays fecha portas


O presidente "pede desculpa" à comunidade homossexual e assume plenamente a sua atração por pessoas do mesmo sexo.

É com um longo e frontal discurso que o presidente da Exodus International, a maior instituição católica dedicada a «ajudar» os homossexuais a "curarem-se", pede «desculpa» e assume planamente a homossexualidade. Poucas horas depois, ainda na quarta-feira, a instituição anuncia o encerramento.

Alan Chambers reconhece a sua «atração por pessoas do mesmo sexo» e que se sente "aliviado" desde que se assumiu plenamente perante a mulher e a família. Alan Chambers sente-se "envergonhado" e pede desculpas «se magoou alguém», mas "fê-lo sem intenção", dando como exemplo um acidente de carro que teve em 1993 e acabou por provocar um choque em cadeia, ferindo pessoas involuntariamente. Pede desculpa por ter «interpretado a rejeição religiosa do Cristianismo como uma rejeição de Deus».

A sua reflexão começou num programa do canal de Oprah Winfrey.

No comunicado, a instituição revela que decidiu fechar portas, depois de mais de três décadas de existência. 

A direção explica que esteve a discutir o futuro da instituição durante um ano e chegou à conclusão que ela não tem lugar numa sociedade que está a «mudar culturalmente». Com esta decisão, a Exodus «não está a negar» a sua atividade passada.

Em Espanha, a associação que representa os gays e lésbicas já pediu à Conferência Episcopal que olhe para este exemplo, conta o «El País».

A visão sobre a homossexualidade tem sofrido muitas alterações nos últimos anos e em todo o mundo . Por exemplo, em Portugal, depois da aprovação do casamento gay em 2010, a coadoção por casais do mesmo sexo em Portugal, depois da aprovação do casamento gay em 2010, a coadoção por casais do mesmo sexo passou no Parlamento que até tem uma maioria de direita. 

Pelo contrário, no Brasil, país do samba, um deputado federal fez aprovar a «cura gay», ou seja, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou, na terça-feira, um projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

Marco Feliciano assume-se como pastor, deputado federal, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, escritor, cantor e apresentador de um programa de TV.

A proposta aprovada anula também um artigo de uma resolução que determina que «os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica», escreve a «Folha».


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