sábado, 29 de setembro de 2012

O governo de São Paulo promoveu a oficialização da união estável de 47 casais gays


Entre os 32 casais de mulheres reunidos na noite desta sexta-feira (28), em São Paulo, para oficializar a união estável, havia algumas mães. Kathrein Marrichi Martin, 31, é uma delas. Ela e sua companheira Priscila Pires da Silva, 24, foram as primeiras a serem chamadas ao palco do CTN (Centro de Tradições Nordestinas) para assinar o contrato e trocar alianças.

O casal, que vive junto há dois anos, atraiu o maior número de fotógrafos e cinegrafistas. Não apenas por ter sido o primeiro, mas por serem lindas. Impecavelmente vestidas e maquiadas, Kathrein e Priscila não se cansaram de posar para fotos e de se beijarem. Pudera, tratava-se de um casamento.

Kathrein foi a primeira e única namorada de Priscila que disse ter tido "curiosidade" em relação a garotas na adolescência, mas nunca chegou a se envolver de fato com alguém. Já sua companheira, havia se casado com um homem e tem um filho de nove anos.

"Meu filho mora com o pai, mas eles não aceitam direito meu relacionamento. Aliás, minha família toda não aceita", lamentou Kathrein.

Silmara de Souza Santos, 54, também é mãe. Ela tem três filhas que nasceram durante seu primeiro casamento, com um homem, que durou 14 anos.


Uma das meninas, Erica Santos, 26, foi madrinha da cerimônia de união estável de sua mãe, com Neusa Maria de Jesus, 54.

"Desde os seis anos, sei que sou diferente. Gostava de meninas, mas não aceitava. Por isso, primeiro, me casei com um homem. E posso dizer que fui feliz com ele. Nunca brigamos, tive três lindas filhas e, só me separei, porque fui traída", contou Silmara.

Somente após o divórcio, ela resolveu assumir sua homossexualidade. Neusa foi sua segunda namorada. Elas se conheceram por meio de uma sala de bate-papo na internet e demoraram dois meses para se encontrar pela primeira vez. Naquele mesmo ano foram viver juntas.

"Eu e minha irmã mais velhas descobrimos que mamãe estava namorando uma mulher. Sinceramente, o choque durou dois dias. Depois, aceitamos numa boa", contou Erica.

Fonte: UOL

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