quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SANTOS/SP - Homem confessa ter matado homossexual durante programa amoroso


Eduardo Velozo Fuccia

Tiago de Brito, de 20 anos, confessou na segunda-feira o assassinato do contador E.G.N., de 57 anos, ao ser interrogado pelo delegado Fernando Faria, do 7º DP de Santos. Segundo o rapaz, ele conheceu a vítima em uma sala de bate-papo na internet e o crime foi motivado por desentendimento ocorrido durante programa amoroso entre ambos.

O homicídio aconteceu no apartamento do contador, no Gonzaga, e estrangulamento foi a causa de sua morte. O crime foi descoberto no dia 26 de junho. Nessa data, um irmão de E. recebeu telefonema da empresa do contador relatando que a vítima não comparecia ao trabalho havia dois dias. Preocupado, o irmão foi até o apartamento de E., na Avenida Marechal Floriano Peixoto, 123, e tocou a campainha, não sendo atendido. Em seguida, ele percebeu que forte odor exalava do imóvel.

Um chaveiro foi acionado para abrir a porta do apartamento. O contador estava despido e morto sobre a cama, tendo uma toalha envolta ao pescoço. O quarto estava bastante desarrumado e nele havia marcas de sangue. A chave do imóvel não foi encontrada no local, porém, eventual falta de outros objetos não pôde ser constatada, porque a vítima era solteira e morava sozinha.

Preliminarmente, o caso foi registrado como morte suspeita. Depois, o médico legista Francisco Sampaio Feitosa, do Instituto Médico-Legal (IML) de Santos, atestou asfixia mecânica mediante estrangulamento como causa do óbito, caracterizando o crime de homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos. Funcionário de uma empresa da área portuária, o contador teve o corpo embalsamado e trasladado de avião para Aracaju (SE), onde houve o sepultamento. 

Confissão

Investigadores da equipe de Ademir Mira Marques identificaram Tiago, que confessou o crime. Na presença de seu advogado, o rapaz foi interrogado pelo delegado Faria e contou que conheceu o contador pela internet, em uma sala de bate-papo. Segundo o jovem, ele usava o computador de uma lan house, no bairro onde mora, o Quarentenário, na Área Continental de São Vicente.

A vítima usava o pseudônimo de “Aldo Guimarães” e ofereceu a Tiago a importância de R$ 150,00 por um programa amoroso no apartamento dela, ainda conforme o rapaz. O jovem também destacou que ficou combinado de ele fazer apenas a parte ativa. Ambos marcaram um encontro na Praia do Itararé, próximo ao ponto final das lotações, e depois seguiram para a moradia do contador.

Sobre a razão de ter matado a vítima, Tiago explicou que, após ele ter feito o que fora previamente estipulado, ela quis inverter os papéis. Como o jovem não aceitou, o contador não quis deixá-lo sair do apartamento. Ao insistir para ser liberado e cobrar os R$ 150,00 supostamente prometidos, o acusado ouviu E. alegar que só pagaria R$ 20,00 porque não fora feito tudo o que ele queria.

A partir daí, o homem e o jovem discutiram e brigaram. De acordo com Tiago, ele levou um soco no nariz, que começou a sangrar. O rapaz, então, relatou que imobilizou a vítima com uma chave de braço no pescoço. Em seguida, usou uma toalha que estava na cama para estrangulá-la. O acusado declarou que só soltou a toalha após ela “desmaiar”. Por fim, afirmou que não quis matá-la e só soube do crime ao ser procurado pelos policiais.

Fonte: Jornal A Tribuna

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