quarta-feira, 4 de abril de 2012

Senador Magno Malta diz que homossexuais querem criar um império no Brasil e defende pastor homofóbico


A Agência Senado publicou ontem algumas declarações polêmicas do senador Magno Malta (PR-ES) feitas no plenário da casa. De acordo com as declarações do senador, os homossexuais estão querendo criar “um império no Brasil”. Ainda segundo ele, o país não é homofóbico e os militantes gays estariam promovendo perseguição contra aqueles que não concordam com suas opiniões. Considerado no ano passado o inimigo público número cinco dos gays no país, em lista anual criada pela Revista Lado A, o senador insiste em atacar os projetos que garantem a cidadania e dignidade da população homoafetiva.

O parlamentar criticou o projeto que criminaliza a homofobia (PLC 122/2006), destacando que manifestações contrárias à homossexualidade serão punidas com mais rigor que as manifestações contrárias a qualquer outro grupo caso a proposta seja aprovada. "Se você não aluga seu imóvel para um homossexual, ou não aceita o ato afetivo de um casal gay, pega sete anos de cadeia. Se demite ou não admite um homossexual na sua empresa, cinco anos de cadeia. Eu posso não alugar minha casa para um negro, eu posso demitir um portador de deficiência, eu posso não admitir gestos afetivos de um casal heterossexual na porta da minha casa e pedir que eles se beijem em outro lugar, longe dos meus filhos. Mas, se eu fizer isso com um casal homossexual, um simples boletim de ocorrência me levará para a cadeia", argumentou o senador.

A maior parte do pronunciamento de Malta foi direcionada para o que ele chamou de “campanha contra o pastor Silas Malafaia”, um dos líderes da Igreja Assembléia de Deus. Silas está sendo processado por se manifestar contra os organizadores da 15ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Em seu programa de TV, Malafaia teria aconselhado os católicos a “baixar o porrete” e “entrar de pau” nos participantes e organizadores da parada. 

Magno Malta recordou o episódio em que um bispo da Igreja Universal chutou uma santa em um programa de TV, ele reprovou o ato e perguntou onde estão os defensores da Igreja Católica que naquela época se voltaram contra os evangélicos. Incentivando os mesmos a agirem contra o movimento LGBT. Ainda durante o pronunciamento de Malta, o senador Lindebergh Farias (PT-RJ) interveio e declarou que o Pastor Silas Malafaia não quis incitar violência física contra a população LGBT. As expressões de Malafaia teriam sido apenas colocações usadas por todos com intenção de destacar algo.

Fonte: LADO A

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