domingo, 29 de abril de 2012

Encontro em Campo Grande discute políticas públicas para público LGBT


“Se quisermos discutir de forma organizada e articular ações voltadas ao público LGBT, o Fórum é o caminho certo”, com essas palavras a secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, Tania Mara Garib abriu o Encontro Regional Centro-Oeste do Fórum Nacional de Gestoras e Gestores Estaduais e Municipais de Políticas Públicas para População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Fonges LGBT). 

O Fonges é uma entidade constituída atualmente por 43 gestores responsáveis pela coordenação e execução da política LGBT no território brasileiro. É sediado em Mato Grosso do Sul, e coordenado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), por meio do Centro de Referência e Combate à Homofobia CentrHo. 

A secretária ressaltou que a criação do Fórum é o primeiro passo para discussão organizada e articulação de políticas públicas. “Mato Grosso do Sul avançou muito, mas ainda há um longo caminho pela frente, e esse encontro é fundamental para discutir de forma organizada e dentro das demandas elencar prioridades. Uma política pública se incorpora com atitudes, ações, respeito, reflexão e disposição para construir e mostrar o que precisa ser feito. Temos o privilégio de sediar o Encontro e com certeza a união faz a força, um sozinho é difícil, mas todos articulados e organizados têm muita força”. 

O coordenador do CentrHo, Leonardo Bastos, disse que com a participação de gestores públicos e sociedade civil trabalhando em conjunto é possível fortalecer ainda mais ações eficazes. “Esse encontro é uma estratégia para ter um diagnóstico da situação para analisarmos a demanda da nossa região. Para nós é uma satisfação saber que encontro como esses estão acontecendo em todo o Brasil. Isso representa um avanço para o público LGBT”, afirma o coordenador.

Mato Grosso do Sul se destaca no cenário nacional, por ser um dos quatro estados a possuir Plano Estadual LGBT, um dos cinco estados a ter um Conselho LGBT criado e ter um órgão que articula e coordena a política LGBT, ligado à Setas que é o Centro de Referencia de Direitos Humanos de Prevenção e Combate a Homofobia.

Celso Botelho, representante do Ministério Público foi categórico quando afirmou que muitas vezes o gestor não traça diretriz por não conhecer realmente as demandas. “Nós como gestores cumprimos nosso papel, mas desconhecemos certas demandas, e o Fórum bem articulado pode mostrar qual a necessidade do segmento. Estamos de portas abertas para a discussão onde todos têm acesso. Uma sugestão seria que a população LGBT prestasse mais concursos e que buscassem seus direitos perante a sociedade”, aconselhou Botelho. 

O encontro acontece durante todo o dia, tendo como pauta a discussão dos fluxos de atendimento, construção de diagnóstico regional, discussão sobre a estrutura do Fonges, entre outros. Estão presentes representantes de Brasília, Goiás e Cuiabá. 

O evento acontece no auditório da Casa da Assistência Social e da Cidadania, na rua Cândido Mariano nº 713, centro. Mais informações pelo telefone (67) 3324-0763 e pelo e-mail centrho@hotmail.com.

Fonte:  aquidauana news

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