sexta-feira, 16 de março de 2012

Crime de homofobia pode gerar apreensão e até processo para adolescentes, diz delegado


Um caso de homofobia entre adolescentes ocorrido em uma escola de Vitória chamou a atenção nesta quinta-feira (15). O jovem foi agredido e sofreu com palavras ofensivas dentro da sala de aula. Atitudes como essa do agressor podem resultar na apreensão e até mesmo um processo civil movido pela vítima.
Isso é o que explica o delegado Wellington Lugão, titular da Delegacia de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle). "Ele por se tratar de adolescente o máximo que pode dar vai desde uma advertência até uma apreensão pela discriminação e agressão. Os pais do adolescente também podem entrar com uma ação contra o discriminador por danos morais, então quem paga são os pais do adolescente agressor", falou.

Segundo o delegado, para o adolescente chegar a ser apreendido a agressão tem que ser grave. "Você vê muitos desses casos em São Paulo daqueles grupos que pegam e espancam, nesse caso caberia a apreensão. Se chegar a ter agressão grave pode haver apreensão. Criminalmente só ele pode responder, a não ser que seja comprovado que os pais estão incentivando esse racismo, o que eu não acredito que seja", falou Lugão.

A melhor forma de evitar que isso aconteça é a conversa familiar. A instrução dos pais neste tipo de situação é fundamental não só para resolver o problema momentâneo, mas para o resto da vida. Essa também é a opinião do delegado Wellington Lugão.

"Primeiro teria que conversar com o filho e explicar que opção sexual é de cada um, é o livre arbítrio. Se ele não gosta o máximo que pode fazer é não conviver. Discriminar e agredir é uma forma negativa. Como eles falam na gíria "dá um gelo", porque ele é aluno da escola e tem que estudar. Ele tem que aceitar as diferenças. Os pais têm que explicar que somos seres humanos e cada um tem uma preferência, é a diversidade. Isso tem que ser trabalhado com o menor", encerrou.


Fonte: Folha Vitória

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