quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Segundo Casamento Homoafetivo em Cravinhos-SP

O Supremo Tribunal Federal decidiu em maio de 2011, que a união estável entre homossexuais está juridicamente reconhecida no Brasil. A decisão criou o precedente nacional de que pessoas do mesmo sexo podem manter união estável, dessa forma garantindo os mesmos direitos dos casais heterossexuais, como por exemplo, pensão, herança, regulamentação da comunhão de bem e Previdência Social. 

Tal decisão também facilitará a adoção de crianças por duas pessoas do mesmo sexo, reconhecendo então como famílias homossexuais que possuem filhos adotivos. A decisão possibilita ainda que o casal possa pedir o reconhecimento da união civil em cartório, ou juridicamente comprovar a união estável afim de usufruir dos direitos comuns a todos os casais.

Por isso mesmo a Justiça autorizou em novembro de 2011 o primeiro casamento homoafetivo da região de Ribeirão Preto, que aconteceu no município de Serrana entre Daniel de Oliveira (41 anos) e Sidnei da Silva Pirelli (29 anos). No sábado (21/01) foi a vez de ser realizado o 1º casamento entre pessoas do mesmo sexo em Cravinhos, entretanto o casal pediu para que os seus nomes não fossem revelados. Mas a cidade cravinhense colocará o seu nome na história nesse sábado (28/01), uma vez que será a primeira a celebrar casamento homoafetivo duas semanas seguidas.

Quem escreverá o nome na história da cidade será o casal Rafaele Nunes Ferreira e Crislâine de Brito Paulosso, ambas com 23 anos de idade. A união será realizada às 11h30, no Cartório de Registro Civil, e a promessa é de uma grande festa para celebrar tal momento.

As meninas que estão há um ano e cinco meses juntas, se conheceram dentro do ônibus e começaram a trocar mensagens, através do celular.

“A primeira vez que a vi [Crislâine Paulosso], estava no ônibus que pegava junto com a mãe dela, mas sempre brinquei: ‘nossa que linda’! Entretanto nunca tinha beijado uma mulher. O tempo foi passando e comecei a ver ela sempre, até que um dia em um de meus passeios pedi o número do celular dela, mas ela não quis me passar. Então passei o meu e um dia ela me ligou, então saímos e ficamos. Depois mandamos mensagens uma para a outra, durante seis meses, até que um dia, em uma boate em Ribeirão Preto, a Crislâine me pediu em namoro”, conta, entusiasmada, a auxiliar de produção Rafaele Ferreira.

A importância do casamento para elas é que aumenta a responsabilidade, bem como é uma demonstração a mais de amor.

“Decidimos nos casar para ficarmos mais a vontade, sossegadas e assim também termos mais responsabilidade”, diz Rafaele.

Se já sofreram algum preconceito devido a escolha a resposta foi bem enfática: não!

“Eu pareço homem, acho que isso tem amenizado o preconceito, porque nunca o sofremos”, relata, sorridente, a operadora de empilhadeira, Crislâine Paulosso.

E inclusive tiveram total apoio dos familiares, que já estão em suas casas para celebrar o casamento que acontece hoje.

“Ajudei desde o começo e inclusive queria que o casamento delas fossem o primeiro homoafetivo de Cravinhos. Isso não foi possível, mas incentivo a felicidade de minha filha e dou total apoio para que as duas possam ser muito felizes”, relata a mãe da Crislâine, Isabel Ap. de Brito.

Festa é o que não vai faltar nesse dia, porque até um clubinho foi alugado para celebrar e receber os convidados que estão vindo de todas as partes do Estado de São Paulo, e prometem celebrar tal data com muito respeito, carinho e principalmente amor.

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