quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Miley Cyrus publica texto a defender o casamento homossexual na revista Glamour


Miley Cyrus publicou um texto sobre o casamento homossexual na revista Glamour. A cantora de 19 anos é uma forte defensora da causa. No ano passado, tatuou no dedo um símbolo de igualdade e publicou no Twitter uma fotografia da tatuagem acompanhada da legenda: «O AMOR é todo igual» (vê aqui a foto).

Agora, Miley decidiu reforçar aquilo em que acredita através do seguinte texto:

«Imagina que encontras a pessoa que mais amas no mundo, por quem arriscarias a própria vida, mas não podes casar com ela. E não podes ter aquele dia especial como os teus amigos têm - sabes, usar o anel no dedo e saber que significa o mesmo que significa para eles. Coloca-te no lugar dessa pessoa. Isto põe-me doente. 

Quando mostrei uma fotografia da minha tatuagem no Twitter e escrevi «O AMOR é todo o igual», imensa gente gozou comigo e diziam-me "O que é que te aconteceu? Eras uma rapariga Cristã!" e eu respondi "Bem, se tu fosses realmente Cristão, saberias do que estou a falar. O Cristianismo fala de amor". A discussão resultou em várias ameaças e mensagens furiosas entre as pessoas que concordavam e discordavam comigo. A certa altura tive de dizer "Pessoal, parem com isso." As pessoas não conseguem ter discussões amigáveis sobre assuntos delicados, sem se virarem para ameaças desnecessárias?

Acredito que todos os Americanos deviam ter os mesmos direitos e liberdades civis. Senão legalizarem o casamento homossexual, essas pessoas não vão ter os mesmos benefícios de saúde, não são considerados os «parentes mais próximos» e não têm as mesmas garantias que um casal heterossexual. Como é que isto é diferente de ter alguém sentado na parte de trás do autocarro só por ter uma cor diferente?

Uma vez li na internet que o director da Urban Outfitters doou dinheiro para a campanha presidencial de um candidato que não apoia a igualdade entre todos. Fiquei chocada e desapontada por uma empresa tão diversificada excluir um grupo tão grande de pessoas. Já não consigo fazer compras lá.

Deviamos ser todos tolerantes uns com os outros e abraçar as nossas diferenças. O meu pai é mesmo aquele tipo de homem que vive na quinta e é tão sulista e heterossexual quanto possível. Ele adora os meus amigos gay e até apoia o casamento homossexual. Se o meu pai consegue, toda a gente consegue.

Isto é a América, a nação dos sonhos. Temos tanto orgulho nisso. E ainda assim, algumas pessoas são excluídas. Simplesmente não é justo.»

Fonte: My Way

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