quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Metro de Lisboa recusa publicidade de rede social gay



O Metro de Lisboa recusou publicidade de rede social gay para uma campanha nos mupis das estações, dizendo que pode “ferir suscetibilidades”. Iuri Vilar, responsável pela rede em Portugal, considera que se trata de um “ato de discriminação e homofobia”. O Bloco de Esquerda condena o preconceito homofóbico e questiona o Governo. Entretanto, está ser convocada no facebook uma flash mob para a próxima sexta feira.

A empresa Manhunt, responsável pela rede social, contactou a empresa Multimédia Outdoors Portugal, entidade privada que gere a publicidade no Metropolitano de Lisboa (ML), tendo sido assinado um contrato para a colocação de 15 MUPIs nas estações de metro mais centrais em Lisboa. A campanha teria início no mês de dezembro.

Os cartazes foram recusados por duas vezes pelo ML, com a justificação que “sempre que se coloque em dúvida de que a natureza dos produtos ou serviços em causa ou o teor da mensagem de uma campanha publicitária possam ferir suscetibilidades, é opção do ML não aceitar a divulgação na sua rede, independentemente da orientação sexual do respetivo público-alvo.”

Iuri Vilar disse ao site PortugalGay.pt que é claramente um ato de discriminação e homofobia explicando que existem “nessas mesmas redes do Metropolitano Mupis com campanhas ousadas e altamente carregadas de teor sexual de empresas como a Triumph, DIM e Armani que apresentam pessoas em trajes íntimos e com as partes sexuais bem definidas e explícitas capazes de ser vistas a olho nu”. Iuri Vilar salienta que o comportamento da empresa gestora de espaços publicitários vai contra o código de conduta e ética da Metro de Lisboa onde se pode ler “os princípios estruturantes da sua atividade [incluem a] erradicação de todas as práticas discriminatórias [e] lealdade, justiça e equidade”.

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda decidiu questionar o Governo (leia notícia na íntegra), salientando que “a menos que esta decisão se enquadre numa nova e desconhecida política do ML de recusar toda a publicidade com conotação sexual, esta decisão corporiza um ato discriminatório sob o ponto de vista do respeito pela orientação sexual de cada um/uma e pelo combate à homofobia”.

A deputada Catarina Martins pergunta ao Governo, através da Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, se o Governo tem conhecimento desta situação, qual a opinião da Secretária de Estado, “o que pretende fazer relativamente a este caso”, “que ações estão a ser desenvolvidas pela CIG especificamente sobre a temática do combate à homofobia” e se o Governo pretende “acionar um mecanismo que impeça que situações de clara discriminação como a descrita se venham a repetir”.

Entretanto, está ser convocada no facebook uma “flash mob beijoqueira contra a discriminação no metropolitano”, para a próxima 6ª feira, 3 de fevereiro, às 19h na estação Baixa-Chiado, em frente às bilheteiras.

Fonte: Clique aqui

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