quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ABGLT quer que Ministério Público investigue censura a campanha gay de prevenção no Carnaval pelo Ministério da Saúde e ao programa Escola Sem Homofobia


O vídeo de Carnaval censurado pelo Ministério da Saúde uma semana antes do Carnaval, que trazia um casal de jovens gays, é alvo de um pedido de investigação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). A entidade quer que o Ministério Público Federal se manifeste sobre o tema e ainda sobre a censura em Maio de 2011 ao programa do Ministério da Educação Escola sem Homofobia. Segundo a entidade, ambos os vetos teriam partido da presidenta Dilma Rousseff. A base evangélica no Congresso Federal já assumiu que pressionou o governo para o veto aos dois materiais.

No último deles, a proibição do vídeo foi evidenciada quando o mesmo foi retirado do site oficial do ministério com pretexto de que seria de divulgação restrita, causando um mal estar entre o Ministério da Saúde, o programa brasileiro de Aids e as ong que lutam contra a Aids. A campanha era uma antiga demanda do movimento de Aids, já que a comunidade de homossexuais jovens é atualmente que registra a maior incidência de novos casos da infecção. Uma semana antes o lançamento das peças apontou que elas seriam veiculadas na TV. O vídeo foi substituído por um outro, feita às pressas. O ministério nega que houve a censura, que ficou evidente.

A entidade enviou nesta quarta-feira um requerimento ao Procurador-Geral da República , Roberto Gurgel, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - 6ª Câmara - Índios e Minorias. “Com base nas disposições da Constituição Federal no que tange às incumbências do Ministério Público, inclusive no que diz respeito à defesa do regime democrático, a ABGLT vem por meio deste requerer a possível tomada de medidas cabíveis pelo Ministério Público Federal em relação a: o veto, atribuído à Presidenta Dilma Rousseff(1), do vídeo produzido pelo Ministério da Saúde para a campanha de prevenção de aids para o carnaval, vídeo este dirigido à população de gays jovens; o veto presidencial do material educativo do Projeto Escola Sem Homofobia em 25 de maio de 2011” diz o documento que tem mais de 20 páginas.

Fonte: Lado A

Um comentário:

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