terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Voluntários são selecionados para mapear discriminação


Salvador - Nem só de alegria e animação vive o Carnaval de Salvador. A discriminação racial e a violência contra a mulher e homossexuais também são assuntos recorrentes durante a maior festa de rua do mundo. 

Com o objetivo de mapear e colaborar com o combate a atos desse tipo, o Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da UNEB está selecionando voluntários para atuar no programa Observatório da Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e Combate à Homofobia, coordenado pela Secretaria Municipal de Reparação (Semur). 

Estão sendo oferecidas 25 vagas, sendo 20 para a comunidade acadêmica da UNEB e cinco para o público externo. Os interessados devem solicitar inscrição até este domingo (22), pelo e-mail cepaianauneb@gmail.com, informando dados pessoais e justificando porque deseja ser voluntário.

Esta é a sétima edição do programa, que traz o tema Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Os selecionados, que vão passar por um treinamento, receberão ajuda de custo da Semur para transporte e alimentação, além de certificado de participação.

O Cepaia desenvolve o projeto de pesquisa O racismo no Carnaval de Salvador, que utiliza como uma das metodologias de investigação a aplicação de questionário, que pode ser respondido por meio do endereço eletrônico www.racismonocarnaval-salvador.org.br.

Ampliação do programa 

O Observatório da Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e Combate à Homofobia foi criado em 2006 e instalado inicialmente no Circuito Osmar do Carnaval, no centro antigo de Salvador.

Entre os objetivos do observatório está também a construção de indicadores que sejam utilizados como subsídios para a formulação e implantação de políticas públicas de prevenção às discriminações e desigualdades de raça, gênero ou orientação sexual durante a festa popular.

Somente em 2011, o trabalho resultou em um total de 350 ocorrências/denúncias: 204 registros de casos de racismo, 91 de agressão contra a mulher e 55 contra o segmento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). 

O programa também tem o apoio do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), da Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad), da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), da Universidade Federal da Bahia (Ufba), entre outras instituições. 

Fonte: Voluntários

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