sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pastora gay Lanna Holder e sua companheira falam sobre seu ministério: “eu não preciso da igreja pra viver o que eu quero viver”

Pastora gay Lanna Holder e sua companheira falam sobre seu ministério: “eu não preciso da igreja pra viver o que eu quero viver”



Lanna Holder falou recentemente da igreja inclusiva que lidera, a Cidade Refúgio, e explicou suas opiniões sobre a relação entre a Bíblia e a homossexualidade, em uma entrevista ao Gprime. Junto com sua companheira, Rosania Rocha, falou ainda sobre a visão teológica que as levou a abrir uma igreja que aceita a prática homossexual.
Lanna, que era reconhecida no meio pentecostal, começou falando sobre sua mudança de visão teológica, classificado por ela como disparate: “Esse disparate de visão, saindo de uma visão completamente fundamentalista e indo pra uma visão totalmente inclusiva, na realidade faz menção ao verdadeiro chamando no qual eu me encontro na atualidade”.
Sobre a forma que as igrejas tradicionais abordam a questão da homossexualidade Rosania disse que o assunto é “uma coisa que você tem que estar vivendo na sua pele, pra você conseguir administrar na vida de outra pessoa”. Ela afirmou ainda que os pastores não sabem lidar com o assunto.
Indagadas sobre os trechos da Bíblia que condenam o ato homossexual Lanna afirmou se tratar de uma interpretação fundamentalista e comparou a diferença de interpretação nesses casos com as diferenças que ocorrem na interpretação da grande tribulação.
“Quando Levítico fala sobre a homossexualidade masculina, no mesmo contexto também fala que era abominável comer carne de porco, no mesmo contexto fala que era pecado um homem se deitar com uma mulher no seu período menstrual, no mesmo contexto diz que era abominável uma pessoa vestir uma roupa com tecido misturado; então são coisa que hoje em dia pra gente é normal, e só a questão da homossexualidade continua sendo um tabu, por quê?”, indagou Lanna que completou dizendo que “se a resposta dos fundamentalistas esta em Levítico, então eles tem que guardar toda a lei”.
Lanna falou ainda sobre a promiscuidade homossexual afirmando que isso ocorria porque os gays viviam em guetos por não serem aceitos, e afirmou ainda que a promiscuidade entre heterossexuais é muito maior do que entre gays.
Sobre as críticas recebidas de outras lideranças religiosas, como o pastor Silas Malafaia, Lanna disse que “existem circunstancias que pessoas usam palavras que demonstram muito conhecimento, mas pouca sabedoria; e qualquer conhecimento baseado em questões que não são verídicas, pra mim são conhecimentos sem relevância”.
Quando perguntadas sobre a PLC 122 Lanna disse: “Precisamos um projeto de lei que defenda e que proteja os direitos dos homossexuais; existem algumas clausuras, na PLC 122, que nós acreditamos que elas podem ser revistas, mas não descartamos a necessidade de uma lei que defenda os homossexuais”. Já Rosania argumentou dizendo: “Quando esses pastores se levantam pra falar contra a lei, eles tem que ver como estamos dizendo aqui, tudo tem que ser revisado, não tem que generalizar um fato e lutar contra a lei por que é de ser humano que nós estamos falando”.
Sobre as pessoas que deixaram de cantar suas músicas depois que se assumiu homossexual Rosania diz que são eles que estão perdendo e diz que cada música sua tem uma história com Deus. “Antigamente eu não era uma pessoa bem vista, louvando ao Senhor? Por que eu não posso servir a Deus como uma adoração sincera? Entendeu?!”, questionou.
Sobre existir ou não opção homossexual Lanna afirma que acredita em três causas diferentes para a homossexualidade: pessoas que já nascem homossexuais, pessoas que tem a orientação sexual afetada por traumas de infância, causa que ela acredita ter cura, e aqueles eram heterossexuais mas que já adultos optam por um relacionamento homoafetivo por sentir mais prazer nesse tipo de relação.
Sobre testemunhos de pessoas que afirmam ter sido libertas da homossexualidade elas afirmam não acreditar nessa possibilidade: “existem coisas que Deus não faz, não muda, por que Ele já fez daquela maneira”, afirmou Lanna.
“A igreja inclusiva não é um respaldo para eu viver a minha homossexualidade, até por que eu deixei bem claro para os cristãos os evangélicos do mundo inteiro, que eu não preciso da igreja pra viver o que eu quero viver”, disse Lanna que completou “Eu não faço da igreja um meio de promoção, pelo contrario, eu preferia ficar entregando pizza do que ter essa corja de crentes nas minhas costas”.
A pastora contou também que recebe apoio de muitas pessoas que não se manifestam publicamente a favor delas por causa de seus ministérios, mas que “nos bastidores ligam e falam ‘olha, eu não posso falar na mídia, mas nós estamos aqui pra ajudar no que vocês precisarem; a gente conhece o caráter de vocês e gente sabe que vocês são pessoas de Deus’”.
Sobre as igrejas que pregam que a homossexualidade é pecado Rosania disse que “o povo precisa estudar mais, ler mais a palavra de Deus”, e comparou a postura a igrejas que obrigam a usar saia comprida e proíbem de raspar as pernas.
Fonte: Gospel+

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