quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pastor diz ter sido demitido de igreja por defender jovem de homofobia


O pastor Sérgio Emílio Meira Santos, que pertencia à Igreja Batista da Graça em Vitória da Conquista, Bahia, foi ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) denunciar que o conselho administrativo da denominação e também os membros discriminavam uma adolescente de 16 anos que é homossexual.
Santos estava acompanhado de Carlos André da Silva, pai do garoto que foi impedido de tocar teclado no grupo de louvor da igreja por ser assumidamente homossexual. O pastor tentou defendê-lo e foi demitido do cargo que ocupava há 18 meses.
Mas o advogado da igreja, Raimundo Alves da Cunha, diz que esse não foi o motivo da demissão. “Nada do que ele fala é verdadeiro. Quem conhece o conselho sabe que ele sempre pregou apoio aos homossexuais, sem distinção a ninguém. Isso é um álibi que ele usa em sua defesa, mas as provas que temos mostrarão o contrário. Procurem levantar os nomes dos membros do conselho e saberão quem está com a verdade. Os fatos estão comprovados e descritos na petição. A Justiça é quem irá decidir”.
Apesar dessa explicação o pastor continua testemunhando contra o ministério e afirma que o jovem foi vítima de homofobia. “Essas alegações foram apenas uma nuvem de fumaça para encobrir os reais motivos da minha demissão. O motivo foi uma reunião na casa de um dos membros do conselho, onde foi declinado o nome do rapaz, falando sobre a sua orientação sexual e que eu o havia apoiado, permitindo que o mesmo ensaiasse no grupo musical da igreja”, contesta.
O jovem relata que realmente sofria preconceito dentro da igreja. “Sempre houve afastamento, exclusão por parte de alguns membros devido à minha orientação, e isso num local que deveria dar apoio às pessoas”, desabafou o garoto que frequenta a denominação acompanhado de sua família há um ano e meio.
“Quero continuar frequentando a igreja, quero que meu filho seja ganho para Cristo, seja ganho para o Senhor. Não quero que ele seja um jogado aí na rua, desprezado pelo fato de ser um homossexual”, afirmou o pai do jovem que foi à delegacia para prestar queixa. O pastor deve continuar no cargo até que uma decisão judicial sobre o caso seja definida.
Com informações Terra e Paulopes

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