sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Polícia já admite presença de matador de homossexuais em Patos


A Polícia Civil de Patos já admite que possa haver na cidade um matador de homossexuais. O surgimento de crimes ligados a homofobia vem intrigando a polícia que ainda não conseguiu explicar a morte do homossexual José Adeilson da Nóbrega, 23 anos, assassinado a tiros por volta das 00h15min na última quinta-feira(08), no Campo da Buraqueira, no Jardim Queiroz.
Adeilson, mais conhecido como "Big Big", foi alvejado por pelo menos dois disparos a queima-roupa, segundo constatou a Polícia Científica. Ao lado da vítima, os peritos encontraram um preservativo e dois projéteis de revólver.
De acordo com o delegado de Homicídios que investiga o caso, Hugo Lucena, é provável que o crime tenha sim sido motivado por homofobia. Ele revelou que a hipótese é plausível, mas que outras motivações não podem ser descartadas. As revelações foram feitas ao repórter Fábio Diniz com exclusividade ao Programa Cidade em Debate.
A hipótese já tinha sido levantada pela reportagem do Hora Exata no fim de semana ao relacionar os quatro casos registrados entre 2010 e 2011, envolvendo homossexuais da cidade.
Segundo o delegado, o jovem também fazia programas em Patos. Ele teria saído com um cliente por volta das 22h da quarta e aproximadamente duas horas depois o corpo foi encontrado no terreno baldio.
Lucena revelou que a polícia tem informações relevantes quanto ao assassinato de Big Big que não podem ser levadas a tona.
Pelo que se apurou, a polícia já teria conhecimento que o possível matador de homossexuais, ou estaria atraindo eles para o local da morte, ou tem ligações diretas sabendo a movimentação dos homossexuais.
Ele alertou que todos os homossexuais da cidade correm perigo e pediu que eles tomassem precauções para não ser a próxima vítima.
Para Lucena, o possível matador que ainda não foi identificado, teria um traço psicológico diferenciado dos demais por ter uma obsessão: matar homossexuais. Provavelmente um serial killer.
A polícia disse que o cabeleireiro não tinha envolvimento com drogas e segundo familiares ele também não tinha inimigos.
A polícia revelou que até as 22h da quinta-feira, ele foi visto no Mercado Central onde ele fazia ponto de programa. O crime aconteceu por volta das 24h15.
A policia apurou através de depoimentos de amigos da vítima que dificilmente ele iria por livre espontânea vontade ao local do crime para realizar programas já que ele já tinha falado antes para os amigos que temia aquele local pelo fato de já ter sido registrado um homicídio da garota de programa Maria do Carmo Souza dos Santos, de 30 anos, assassinada no mês de julho deste ano. A delegada acredita que diante desse fato, ele foi forçado a ir até o local.
O celular da vítima sumiu misteriosamente, não sendo encontrado no local do crime. A delegada acredita que os assassinos levaram o aparelho já que Big Big não costumava comentar sobre os seus clientes, mas deixava guardados todos os números no celular. Daniela acredita que quem levou conhecia a vítima de perto e tinha esta informação.
No entanto, surgiu a informação que a vítima já tinha informado a amigos o sumiço do celular logo cedo no dia do crime, o que intriga a polícia ainda mais. Este informação a polícia não confirmou.
Cidade registra mais três assassinatos contra homossexuais
Este ano, outro crime ainda sem solução praticado contra homossexual foi registrado no dia 16 de outubro. José de Arimatéia da Silva, 28 anos, foi assassinado a tiros por homens próximo a Estação Ferroviária, na Rua Enaldo Torres, Centro. Dois homens chegaram numa uma moto e dispararam contra a vítima.
O crime até hoje não teve os autores conhecidos. Apesar da vítima ser usuária de drogas, a polícia também trabalha com a hipótese de crime homofóbico.
A mãe de Arimatéia, a dona de casa Iraci Morais, informou que ele era homossexual e morava em Campina Grande, mas estava em Patos há quatro meses para ajudá-la nos preparativos de uma cirurgia à qual ela seria submetida. "Ou ele foi vítima de preconceito ou da violência. Pode ter sido as duas coisas", declarou a mãe. Ela não informou, no entanto, se ele sofria ameaças ou algum tipo de perseguição.
Ano passado, pelo menos dois homossexuais foram assassinados em Patos. Deleon da Silva Cirilo, 23 anos, morto no domingo, 15 de agosto, em uma localidade conhecido por Jardim Pedro Firmino em uma estrada de pouco acesso. Deleon foi morto com um tiro na nuca. A vítima fazia programa durante as noites dos fins de semana.
Já em dezembro, Aristóteles Messias Cunha de Oliveira, 37 anos, conhecido como Totinha, foi assassinado com um golpe de faca na região do pescoço, na Rua Peregrino de Carvalho, no centro de Patos. O crime ainda é mistério para polícia.

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