sábado, 17 de dezembro de 2011

Mato Grosso - Parada Gay invade ruas da capital




Foto: Mary Juruna
Com o tema “Amai-vos uns aos outros – Basta de Homofobia”, está sendo realizada na tarde desta sexta (16) a 9ª edição da Parada da Diversidade Sexual de Mato Grosso. Centenas de pessoas se concentraram na Praça da Alencastro, em Cuiabá e invadirem as principais avenidas do centro da capital.
Este ano, o evento está sob a coordenação da ONG Liberdade Lésbica (Libles). Para a secretária da ONG e uma das coordenadoras da manifestação, Nerimárcia Alves Pereira, “mais do que uma simples festa, a Parada busca sensibilizar as pessoas, de que, independente de orientação sexual, todos querem ter seus direitos respeitados”.

Pereira revela que através de eventos como este, além das Conferências voltadas para a comunidade homossexual, as pessoas estão, ainda que aos poucos, conquistando e fazendo valer seus direitos. “Ainda somos alvo de muito preconceito, mas tenho certeza de que gradativamente, as pessoas passarão a entender que todos nós somos iguais, e, assim como os heterossexuais, também merecemos ser respeitados”.

A organização do evento estima que o público presente chegue a mais de 30 mil pessoas, que, assim como em edições anteriores, levantaram a famosa bandeira com as cores do arco-íris pelas ruas de Cuiabá.
Até a noite, o público presente na parada poderá conferir shows de Léo Aquilla, uma das grandes performers do universo LGBT e ainda da cantora Natália Damini, considera a nova voz da House Music do Brasil.

Polêmica no senado

Na última semana, o projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia, foi retirado da pauta de votação do Senado, pela Comissão dos Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

O presidente da ONG Livre-Mente, Clóvis Arantes, argumenta que ainda existe muita resistência política, principalmente da bancada religiosa, em debater projetos que tratem de temas relacionados ao homossexualismo. “É um equivoco os parlamentares deixarem de lado temas tão importantes como este. Enquanto essa postura não mudar, iremos continuar presenciando casos de preconceito e violência contra os Homossexuais”.

O pedido de adiamento da discussão do projeto foi feito pela relatora, Marta Suplicy (PT-SP), na tentativa de buscar um entendimento entre as partes favoráveis e contrárias ao projeto, especialmente após perceber pelas discussões, vaias e gritos que o clima estava muito tenso.



Camila Ribeiro – especial para o Circuito Mato Grosso

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