quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Viagem Solitária" - Livro relata as agruras de um dos primeiros transexuais brasileiros


João (Arquivo pessoal)

Joana nasceu numa família de classe média do Rio de Janeiro na década de 1950. Apesar de ser uma menina bonita, no fundo, odiava os vestidos, as bonecas e os enfeites de cabelo. À medida que desenvolvia o corpo feminino, ganhava curvas e o volume nos seios aumentava, mas detestava o corpo em que habitava. Joana guardava um segredo muito difícil de ser revelado. Bem mais dolorido do que a dor física que ela mesma infligia em si na tentativa vazia de impedir o crescimento das mamas. Joana era uma mulher palpável. Enquanto João era uma abstração que precisava ser escondida. “Sempre que me tratavam no feminino, eu corrigia a frase mentalmente”, recorda João W. Nery, um dos primeiros transexuais brasileiros e que acaba de publicar o segundo livro de sua autoria, Viagem solitária

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