sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Partido Social Cristão discrimina gays até na propaganda partidária



“Homem + Mulher + Amor = Família”, afirma o comercial do Partido Social Cristão (PSC), o PSC, exibido esta semana em horário nobre, o que causou desconforto em parte da comunidade gay que sentiu ali um pouco de homofobia. Apesar de discreta, a afirmação do partido corresponde ao posicionamento de vários de seus representantes, muitos deles pastores de igrejas evangélicas. Usando o símbolo do peixe, simbolizando Cristo, o partido quer colocar os ensinamentos bíblicos acima da Constituição Federal, ignorando a separação do Estado e da Igreja, o chamado Estado Laico.

Um comentário:

  1. Srs,
    São 20:00, de sábado, dia 15/10/2011, acabei de chegar em casa e vir para o meu quarto, liguei a televisão e estava passando um comercial do partido na Rede Globo, onde o assunto em destaque era a família. Onde a chamada para o partido era “Homem + Mulher + Amor = Família”.

    Me chamo Fábio, tenho 30 anos, solteiro, Pedagogo, cursando Pós Graduação em Psicopedagogia...

    Ps: 20:03, comercial dando outra vez...

    ...cristão, não evangélico. Sou Cristão. Não o ‘ser cristão porque crer em Cristo’. Sou Cristão. Nascido numa família evangélica religiosa. Eleitor da Zona 002. Cidadão.

    Estou escrevendo e espero que meu e-mail chegue antes da repercussão que este comercial pode dar, não sei se já pode ter dado, pois não vi antes, acabei de vê-lo agora.

    No âmbito educacional entende-se que família é aquela onde vivemos e nem sempre esta família é conceituada na figura de pai e mãe. Uma criança ela pode viver, ser criada, com pais, mães, pai e mãe, avós, padrinhos. O conceito família mudou a muito tempo aqui fora, alias a própria bíblia da um conceito diferente de família.
    Às vezes não há amor entre os pais e o que este comercial me diz é que esta família não existe. Este comercial também me diz que uma criança adotada não tem família, já que uma pessoa solteira pode adotar e fazer uma família com esta criança.
    Este comercial também me mostra o comportamento preconceituoso ensinado religiosamente nas igrejas.

    Religião e futebol não se discutem, por isso que eu acho que a religião e política não deveriam se misturar. Pois se nem nas igrejas se faz o que deveria ser feito pela sociedade, imagina quando este poderio soma-se a política.

    Peço, como cidadão que revejam os princípios deste partido. Que os Srs. não pequem pela intolerância e tenham visibilidade política. Ser político não é defender religião, e sim defender a verdade a favor do povo. Deus não precisa de advogados e nem de defensores.
    Torço para que sejam sábios e se tornem agregadores e não afastem quem carece de ajuda e entendimento. Quem carece de amor e não de ódio e desrespeito.
    Entendam e não misturem política e religião. E usem esta ferramenta para agregar e não para desvalorizar.

    Em um estudo dentro da igreja, isto há muitos anos, quando estudávamos para lecionar no departamento infantil eu ouvi do professor falou o seguinte: “Temos que ter cuidado ao falar de papai do céu.” – as vezes uma criança tem um pai violento, as vezes ela não tem pai. Ela pode ter sofrido uma violência de seu pai. E quem disse que este pai do céu não é igual ao pai da terra.
    Estou falando de crianças, pois elas são seus futuros eleitores. São elas que se atentam a voz desta criança que narra o comercial do partido e vêem aquele colorido e ai não entendem o que é uma família no conceito desta matéria.

    Não entrem nas casas para desfazer o que está construído, entrem para agregar valores e estes são particulares de cada um.

    Atenciosamente

    Fábio Figueira da Silva

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